Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

terça-feira, 29 de abril de 2008

PL, in "Correio do Vouga" - 2008.04.30

25 de Abril?!

Passou!

Passou mais um feriado, por sinal bem agradável, do 25 de Abril.

Na nossa cultura, há assim uns feriados “tipo lavadouro de roupa suja”, de gente zangada com o sistema, uns com os outros! Ao ponto de existir um desinteresse generalizado sobre as questões (à volta da efeméride) e das razões para a efeméride.

O 25 de Abril é um daqueles preocupantes eventos, uma data sem referência – como se pode deduzir, mesmo que abusivamente, das palavras do Presidente da República.

Não há contexto no discurso e a oratória é arte em desuso!

Não há coerência na evocação – muitas perspectivas, demasiada diferença de concepção.

Não há mobilização, teria de haver razão.

Não há memória e a que ainda existe vai perdendo-se no tempo.

Não há conhecimento, nem transmitido nem adquirido;

Não há ideias, apenas a evocação do final de qualquer coisa!

…E os jovens não se interessam!?

Não se interessam os jovens como não se interessam os menos jovens, quer sejam mais novos, quer sejam mais velhos!

O sintoma mais elucidativo, do que poderão os jovens manifestar, estará no anacronismo discursivo acerca do “futuro melhor” que o 25 de Abril trouxe a Portugal! Futuro melhor?!

Os jovens, desde há vários anos (até para provocar) gostariam de viver esse passado em que os jovens podiam sair à rua a manifestar-se contra regime, fugir das forças vigentes, andar a salto; deixar a casa em trupes; alistar-se; gritar palavras de ordem. Ser protagonista ao vivo do que ainda hoje transmite a TV quando se reúnem os países do “G 8”!

Quase tudo o que se diz ter terminado com o 25 de Abril, é sedutor para provocar a reacção do jovem. Tudo o resto é memória, aquela memória que não se apaga mas é preciso ser memória!

terça-feira, 22 de abril de 2008

PL, in "Correio do Vouga" - 2008.04.23

Esmeralda, vermelho e laranja

É este o arco-íris da semana, a matiz da nossa preocupação e compromisso social, as três cores que marcam a actualidade!

Esmeralda (da criança adoptada ou não adoptada), vermelho (da crise no planeta encarnado) e laranja (das mutações na aldeia social democrata).

Das três, a mais importante será o verde (esmeralda)?! É, pelo menos o caso mais sério. Isto porque a ramificação das implicações é tão vasta que já incomoda. Agora, mais noventa dias a fazer de conta? Parece que alguém tomou a decisão errada e não tem coragem de “emendar a mão”. A partir daqui vai inventando alternativas para ver se os acontecimentos decidem sobre o erro criado. Estarão à espera que alguém cometa uma gafe grosseira para, depois, concluir-se “pronto, não há nada a fazer! A criança vai mesmo para… (a outra parte, independentemente de quem seja)”.

Estranha, imponderada e arcaica decisão!

O laranja. Ora o laranja… o laranja… o laranja… o que dizer? Aquela aldeia (partido-política) não se entende, nem mesmo como acontece na “aldeia gaulesa”, quando há Romanos por perto!! Aí era o tocar a reunir, literalmente sob o peso do chefe Abracourcix!

Será que é tão difícil gerir um partido?! Até parece que a “máquina patidocrática” fez um acordo demolidor com todos os outros (isto é maquiavélico!):

- Vamos entreter o país?

- Siiiiiiiimmmmmm…!

- Nós governamos, vocês tentam distrair as atenções, pode ser?

- Siiiiiiiimmmmmm…!

- Então, criem a diversão não façam oposição!

E assim, não há uma ideia diferente. Uma proposta que faça pensar. Apenas guerrilha.

O país precisa de ideias, de projectos para que quem governa o faça melhor, com outra estrutura. A democracia tem este privilégio: a voz da oposição apura a governação!

Queremos (pelo menos) quem acredite nisto!

E, por fim, o vermelho!

O vermelho. Ora o vermelho … o vermelho … o vermelho … o que dizer? Aquele planeta (desportivo. Que está mais ou menos como Plutão, também já foi planeta!)…não se entende!

Nota: qualquer semelhança entre os últimos parágrafos é pura coincidência?!

M.Oliveira de Sousa

segunda-feira, 14 de abril de 2008

PL, in "Correio do Vouga" - 2008.04.16

Recuo

Se estivéssemos a abordar uma temática de natureza político-social, cultural ou educacional (entendida, logo se vê, como sistema assente no dinamismo ensino-aprendizagem, porque noutro contexto não seria mau tomar a natureza educacional como parte da evolução social, económica, política, cultural de um país!), pois, se a temática fosse contextualizada noutras latitudes, teríamos dificuldade em entender o que é um recuo. Aliás, é sempre prazeroso invocar a notável máxima militar, tão retratada no cinema e na literatura, que um batalhão (ou outra unidade militar) nunca recua, dá meia volta e, em força, marcha em frente a toda a velocidade.
É evidente, não há recuo nenhum quando, nestes ambientes diversos, alguém dá meia-volta, altera conteúdos, muda de posição, converte estratégias (mesmo em educação e com educação, com elegância)… tudo não passa, por menos óbvio que pareça aos incautos e incultos, de seguir em frente por outro caminho, o do retrocesso! E mesmo que não fosse!
Se não há recuo no que parece ser – porque ficámos sem saber o que isso é; numa interpretação pouco literal, parece significar dar uns passos atrás na opinião e/ou na posição, mas não deve ser?! – então o que será o zigzaguear? Caminhar em frente de forma decidida, obstinada, imperturbável?!
Será que as escolas não ensinam nada?! Haja termos! E, já agora, uma nova hermenêutica! Comprem-se dicionários, volte-se aos caderninhos de significados! Expliquem! Porque quem não distingue, confunde – com a devida vénia ao autor!
Mas ainda bem que, aqui, somos movidos pela verdade desportiva, só essa (que também procuramos descortinar)!
Por isso, quando alguém não atinge os objectivos a que se propõe é exposto o seu fracasso! No desporto nunca há recuos, há apenas os que chegam em primeiro e os que chegam em último por uma determinada ordem, ou, como dizia Mourinho, o segundo lugar é o primeiro dos últimos!

terça-feira, 8 de abril de 2008

PL, in "Correio do Vouga" - 2008.04.09

Nas malhas da (in)justiça

Falamos de malhas – termo recorrente – como poderíamos dizer teia, emaranhado, e, enveredando pela procura de outras definições ou tentando ir mais além nas figuras de estilo, não se encontraria grande elegância para demonstrar, pela escrita, o que se constata na prática.

E porque é do desporto que partimos ou no desporto que nos inspiramos, bastará apresentar qualquer caso que tenha contornos com a prática da aplicação das leis, dos regulamentos, e imediatamente se constata a arbitrariedade!

Ainda, como nota prévia, é curiosa a raiz comum de árbitro (que se entende como uma actor isento das leis do jogo, um juiz!?) e arbitrariedade, cuja concepção estará associada à forma pouco esclarecida como se aplicam as leis.

Ainda merece particular realce a origem de determinados termos que, não sendo matéria do domínio dos homens e das mulheres do temporal (a História, no caso) ou estes recusando a objectividade nas suas condutas, remetem para o numinoso da transcendência a sua figuração e responsabilidade, como os romanos fizeram com esta matéria. Iustitia (Justiça) era a deusa romana, que correspondia, na Grécia, à deusa Diké, estatuada com os olhos vendados (simbolizando a imparcialidade e a igualdade dos direitos). O mesmo procedimento que a maioria dos actores ainda segue mas com as vendas um pouco mais sofisticadas…

Por fim, os processos!

Ninguém acredita que, caídos na teia (tal como a teia da aranha) alguém consiga escapar sem ser totalmente sugado: nos custos, no tempo, na burocracia, na incompreensão, na morosidade, na complexidade, … para quê?

Qualquer oficial deste ofício incentiva a que se recorra ao próprio! E depois de lá estar… ninguém sabe como sair! Uma outra sociedade existe e conduz os destinos da vítima, independentemente das razões que a levou até lá.

Mesmo em processos (dito) sem encargos, como aconteceu com o “bónus” governamental no último trimestre de 2007, todos os meses há mais guias para pagar a taxa de deslocação deste, a taxa de selo, as horas do perito, as despesas processuais,… não tem fim esta (in)justiça! Quem é que lhe pode tirar a venda?!

Não há dúvida que a praça pública, que não o deixa de ser a arbitragem em terreno de jogo, ainda é a justiça mais clara! È na hora!

terça-feira, 1 de abril de 2008

PL, in "Correio do Vouga" - 2008.04.02

A ver passar comboios… em Talábriga!

Se falarmos em termos futebolísticos, é mais ou menos como se colocam todos os outros em relação ao FC Porto! Ficam a vê-los passar… sistematicamente!

É recorrente a expressão! E, naturalmente, aplica-se tanto nos meios mais eruditos, como nos mais populares, urbanos, do interior, das beiras,… infelizmente, pelo pretérito, já tivemos uma grande rede ferroviária!

A origem da expressão, numa versão plausível, remonta ao triunfo da era industrial, com o aparecimento da locomotiva (1814)! O “inventor” da mesma (George Stephenson), tal como todos os que eram servidos por essa força descomunal, primeiro nas minas e depois trilhando, em comboio, caminhos (de ferro) até então inexpugnáveis, ficaram em estado de estupefacção e curiosidade, admiração pelo monstro que se movia.

E hoje o monstro continua a mover-se…e move-se muito mais rápido!

Curiosos, não só pelos comboios como pela estações – autênticas obras de arte! É oportuníssimo juntar mais uma ideia (uma não, esta é “a ideia!”) ao debate sobre o comboio do futuro em terras de Aveiro!

Onde é que poderemos ver passar o TGV?

Primeiro parâmetro: o nome da estação – a versão toponímia!

Albergaria-Aveiro? Não, não parece interessante! O ideal, a ir para o concelho de Albergaria, seria, (um exemplo de futurologia):

“Senhores passageiros, dentro de momentos chegaremos à estação do lugar de Loure, freguesia de S. João de Loure, Concelho de Albergaria, Distrito de Aveiro”

Disparate, não é? À velocidade que circula o dito, os passageiros não teriam hipótese de ouvir até ao fim.

A proposta, dada a complexidade de localização de uma (estação) e de outra (cidade de Talábriga na região do Vouga, segundo o Itinerário de Antonino (sec. III dC.), Talábriga ficava a 40 milhas para norte de Aeminium (Coimbra) e a 31 milhas para sul de Cale (Gaia/Porto). Plínio situou Talábriga entre o rio Vouga e a cidade de Aeminium.)… Estação de Talábriga!

Segundo parâmetro: o lugar da estação – a versão democrático - racional!

Optando pelo percurso mais próximo da A1, porque não entregar a Albergaria a localização da futura lixeira (Estação de Tratamento Mecânico-Biológico), Aveiro já assumiu, em Taboeira, a sua responsabilidade na matéria no âmbito da ERSUC, e enviar para Eirol ou, no âmbito do PUCA, para Nossa Senhora de Fátima, ali mesmo entre os nós da A1 e da A17 – ÓPTIMA LOCALIZAÇÃO! – a futura estação?!

E por ser no Concelho de Aveiro, dispensavam-se os pruridos de lugar, freguesia, concelho,… e até historiografia!?