Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

terça-feira, 26 de maio de 2009

PL, in "Correio do Vouga" - 2009.05.26

Que Europa somo nós!?

A Europa do Euro (moeda).
Somos a Europa das competições europeias e da Eurovisão - festivais e futebol, grosso modo!
Somos a Europa da NATO.
Somos a Europa do Atlântico aos Urais - os Montes Urais são uma cordilheira que se estende aproximadamente de norte a sul através da Rússia ocidental. São uma referência para delimitar a Europa da Ásia, fazendo com que a Rússia tenha parte nos dois continentes.
Somos a Europa da União.
Somos a Europa Sul, a Nórdica, a de Leste, a dos Balcãs.
Somos a Velha Europa.
Somos a Europa das encruzilhadas, dos “cocktail” de sentimentos que envolve o fim da cena.
Somos a Europa que recomeça mesmo sem ter acabado.
Somos a Fortaleza, que crê que o é, que poucos o reconhecem.
Somos a Europa do esbanjamento.
Somos a Europa das descobertas e dos novos mundos ao mundo sem com isso ser nova.
Somos a Europa sobre a qual mais uma vez cai o pano de um ciclo e outra peça sobe ao palco.
Somos a Europa de eurocratas.
Somos a Europa dos sete (PPE-DE: Grupo do Partido Popular Europeu (Democratas-Cristãos) e dos Democratas Europeus; PSE: Grupo Socialista no Parlamento Europeu; ALDE: Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa; UEN: Grupo União para a Europa das Nações;
VERDES/ALE: Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia; GUE/ENV: Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde; IND/DEM: Grupo Independência/ Democracia).
Somos a Europa que vai eleger o Parlamento Europeu, o único órgão da União Europeia que resulta de eleições directas, com 785 deputados que nele têm assento, representantes dos cidadãos, escolhidos de cinco em cinco anos pelos eleitores de todos os 27 Estados-Membros da União Europeia, em nome dos seus 492 milhões de cidadãos.
Com tantos, porque é que votamos tão pouco!?
Seremos uma Europa qualquer, absorta, abstémica,… em coma!?
Se muitos não contam,… contemos nós!

terça-feira, 19 de maio de 2009

PL, in "Correio do Vouga" - 2009.05.19

Figo... maduro! Vinte anos depois

Chega ao fim a carreira de um dos mais valiosos futebolistas de todos os tempos.
Fosse ele espanhol, inglês ou italiano e teria outra expressão no mundo da bola!
Também por aqui, por este exemplo, constatamos como podemos ser grandes num universo tão pequeno. Ou seja, não basta ser grande para ser reconhecido entre os que são maiores. Temos de ser enormes!
Luís Figo colherá unanimidade entre todos no reconhecimento de ter sido vedeta sem cair em vedetismos! Com a saída da ribalta destes atletas (Figo, Rui Costa, Fernando Couto, João Pinto, Paulo Sousa… aqueles miúdos de 89 e 91, campeões do mundo!), termina um ciclo de trabalho que será caso de estudo. Nunca como nessa geração conseguimos o que percorremos nestes vinte anos.
Desde 89 que, quem gosta, olhava para as constelações mundiais do futebol e sentia (“algo bacoco” na expressão de alguns snobes) o orgulho de ver um próximo a triunfar por mérito próprio. Um trabalho projectado e realizado com sucesso. Portanto, o que devemos fazer sempre.
E agora?
A capacidade de sermos persistentes nas boas práticas é algo pouco consolidado. Temos dificuldade em nos libertarmos do “carpe diem” – a citação do poema de Horácio (65 - 8 AC), popularmente traduzida por “aproveita o momento”: “Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã; Não perguntes, saber é proibido, (…) mesmo enquanto falamos, o tempo ciumento está a fugir-nos. Colhe o dia, confia o mínimo no amanhã” (“Odes” I, 11.8).
Levantar o olhar e rasgar novos horizontes, descobrir novos mares; não ficar tolhido no cais, a ouvir os que têm medo de gente fundamentadamente determinada; os que têm medo de sair das águas paradas.
São esses, até amigos, próximos, que, com oS seus medos alicerçados na convicção de que não mexer muito é o melhor para o bem comum, impedem (involuntariamente) que o mundo pule e avance!
Não podemos matar a esperança! Se o caminho se faz caminhando, haverá sempre quem não aguente a intensidade da caminhada e, por isso, irá um pouco mais atrás!
Sem medo! Temos de dar a volta a isto!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

in "Jornal Aberto" (Escola Secª D JCCG-Ílhavo), nº 35, Ano XII (Mar/Abril 2009)

Vamos a isto!

Acabamos, na nossa escola e no sistema educativo português, um ciclo!
Este fim de ciclo vai para além dos anos lectivos e dos níveis de estudos. É o fim de uma perspectiva de organização de escola, de orgânica de vida escolar, de dinâmicas que motivaram (ou não) gerações de alunos; alunos de há anos que agora são pais e professores, de alunos de agora que continuarão a sê-lo por mais algum tempo.
Provavelmente, queremos acreditar que assim foi, os aspectos essenciais foram ponderados, avaliados, e, visto que não estariam a dar os resultados esperados e necessários para sermos melhores e mais felizes em conjunto, incutiram-se reformas, mudanças.
Esta oportunidade é para aproveitar! - por mim não a quero perder, sob pena de serem os acontecimentos e as circunstâncias dos mesmos a moldarem a minha vida!
Ontem era tarde para desperdiçarmos energias com coisas que não interessam. Hoje, já não temos margem para errar (muito). Portanto, só temos um caminho, é o caminho do futuro. A melhor maneira de não estragar agora o futuro é agarrá-lo com as duas mãos, com determinação, em conjunto!
Vamos a isto, vamos a isto juntos!?

PS: Com este apontamento, encerramos (o Conselho Executivo) o nosso mandato. No próximo número do “Jornal Alberto”, haverá outro órgão de administração e gestão, o(a) Director(a). Por isso, uma palavra de agradecimento a todos pela colaboração, presença, contributos e… paciência!
A todos desejamos o melhor do mundo, em termos pessoais, familiares e profissionais.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

PL, in "Correio do Vouga" - 2009.05.11

O poder no norte

Num dia como o de hoje, torna-se maçador, para os leitores, este assunto da regionalização.
Inevitavelmente… a história repete-se!
Sim! Mais um ano, mais uma época, mais uma vitória. Custa um bocado, não é? Até parece que não há mais nada para falar?!
Nos tempos que vivemos, incomparavelmente diferentes de todos os outros da história da humanidade, por força da comunicação em tempo real, há muita coisa para abordar! Tantas matérias inspiradoras! Lamentavelmente, continuando nos advérbios, há. Porém, falar delas era falar do Benfica! E, convenhamos, já há crise que chegue!
Assim, viremos para casos de sucesso.
Em bom português, olhamos para o Porto com desconfiança, assim a franzir a testa: “Hum…Não há fumo sem fogo”.
Há muitas denúncias, muitas dúvidas, não há? Quem exerce cargos com alguma visibilidade está sempre sob esse “apreço” lusitano. Tudo o que faça está sujeito à suspeita, ao (repetindo) “não há fumo sem fogo”. É que, para além da saudade, temos mais umas características muito próprias.
O que é facto: o FC Porto é campeão nacional de futebol. Porquê?
O que fará ser diferente a estrutura do FC Porto!?
Para a história, conta mais um título para o Norte do País!
E em todas estas conquistas, há duas interpretações que deverão nortear as abordagens.
Se é tudo com base em corrupção… Pobre, país! É um engano. Somos todos um engano, a começar pela justiça e forças judiciárias. Melhor será atirar tudo ao mar – menos o que o polua!
Se é mérito, porque é que outros não fazem o mesmo?
E com Aveiro a celebrar as festas da Cidade (e dos 250 anos), do Município, e a Diocese irmanada, por Santa Joana, nas mesmas evocações… até Maio de 2010, para ver se há “penta” em todas as áreas do nosso agir!
Sucesso; é o que se deseja.

PL, in "Correio do Vouga" - 2009.05.06

Há gripe na minha cidade


Tal como vimos abordando, esta “aldeia” global já cresceu muito. Continua global mas já não tem os valores da aldeia, “cidadinizou-se”! Agora tem mais “néons”, é mais “light”, anónima, veloz. Tem mais interacção, mais acotovelamentos, mais choques.

O caso é sério – como o são todos os casos sérios!

Na minha aldeia, quando alguém tinha uma gripe, abafava-se, abufava-se e abifava-se, três dias depois estava curado ou curada.

E se algum caso fosse mais difícil, ficava uns dias por casa, com umas poções e papas de linhaça, e também recuperava. Todos tinham o cuidado de zelar pelo que lhe fazia falta, com uma galinha ou suíno; pensava-se o estábulo; amanhavam-se-lhe os campos; preserva-se a distância para não haver contágio.

Agora parece tudo maluco!

Como somos toda parte de uma cidade global, andamos de avião, vamos de férias para longe, comemos, bebemos e respiramos artificialmente.

O meu vizinho, o da frente, foi há dias não sei aonde, e veio (ele, a esposa e os filhos) com uma gripe - uma simples gripe! Mas as autoridades vieram-nos buscar. Levaram-nos não sei para onde. Dizem que andam com uns “tapa-bocas”, são suspeitos de terrorismo sanitário.

Curiosamente, dizem que é a gripe A (se isto chega a Z!), a que já foi suína e das aves, a dos frangos ou lá próximo.

Bolas! Logo o que tínhamos como primeiro recurso de sustentação, lá na minha aldeia! Qualquer dia pega nos ovos, nas couves, nas hortaliças todas.

Isto de ser “cidade” ainda acaba por nos matar a todos! Só com uma gripe já ficamos assim…!?

Anda tudo louco. Até aqueles que, com uma falta de vergonha tal, nem sequer acham importante tapar a boca! É velho… “ou entra mosca ou sai asneira”.