Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

PL, in "Correio do Vouga" - 2009.01.21

Frio, muito frio!


Uma semana muito quente em frio!

Quando nos aproximamos do âmago das questões, dos problemas, é frequente referir que… “está a aquecer”! Ora, com tantas matérias prementes, novas, por serem tão frias ao comum dos mortais até poderão dar a entender que estão a ficar quentes na proximidade!

Elejam-se cinco referências:

Os professores voltaram à greve. Que solução para este confronto interminável? A liça é tão fria que é geradora de calor; quentinho, bem quentinho!

Linhas estratégicas do Partido Socialista para a próxima legislatura. Ainda está frio para essas matérias, não?

E, por falar em PS, porque não falar no frio que obrigou a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC) a accionar esta segunda-feira passada, em todos os distritos, o alerta laranja (o segundo mais grave de uma escala de quatro) devido à chuva e vento forte, neve e agitação marítima.

E enquanto as referências deste apontamento vão discorrendo pelo teclado, entra-nos pela casa dentro o debate sobre o referendo popular em Viana do Castelo para decidir da adesão à comunidade intermunicipal Minho-Lima. Quão frias estão a cidadania, o dever de participação, a construção de uma comunidade em maioridade!?

Mundial de futebol Portugal-Espanha, em 2018 e, senão der, em 2022!? Frio, muito frio, mas… “we can!”

E, por fim, BaracK Obama! “Yes, we can!”

Chegou a hora de uma nova geração de liderança! A Rússia tem um presidente novo. Os Estados Unidos erguem agora, sob a bandeira da esperança, um novo ciclo da nossa história. Afinal, apenas será necessário que as pessoas se unam e acreditem que é possível; que o ambiente, sim o ambiente, mude na face da Terra e que o dinheiro tenha o justo valor, o valor faciado e não o disfarçado, especulado, roubado. Não se pode aceitar que uns poucos, sem escrúpulos, possam continuar a destruir o património colectivo que é a Terra (alimentos, energia, petróleo, comunicações) através de especulação permanente do valor das coisas. Uma Terra com valores, sim, nós podemos!

in "http://amigosdavenida.blogs.sapo.pt" - 2009.01.20

Esta Avenida que é o meu Concelho.


Caros amigos, razões profissionais impedem-me de estar no debate, permitam, no entanto, que partilhe convosco um género de convite: alargar (também) o nosso horizonte e estender esta Avenida, que nos é querida, à cidade e ao Concelho.

Na verdade, sob o meu ponto de vista, a Avenida, esta, mais focalizada pelos 250 anos e pelo estado em que está, é a sala de visitas de uma cidade mas também de um Concelho. Pode-se plasmar muito mais... Nela revejo as nossas estradas sem manutenção; os corredores verdes destruídos; as zonas de serviços, habitação, comércio (extensível à indústria) a distorcer o essencial, a mitigarem-se com as pessoas e, cada vez mais, menos para as pessoas e mais para os automóveis, o TGV, a Estação de Tratamento Mecânico-biológico,…

Que Avenida, que cidade, que Aveiro deixamos às gerações futuras?

Qual o património, e memória desse património, que perdurará quando a cidade festejar três séculos?

A1, A17, A25, as vias para o Porto Comercial, o aterro de Taboeira, a ETMB de Requeixo-Eixo-Nª Sª Fátima, o TGV (só de passagem), os parques industriais de Azurva, Oliveirinha, Taboeira, Cacia, Quintãs, Nª Sª de Fátima, Eixo, … e um pouco de zona limítrofe habitável “emparedada” nas fronteiras de concelhos vizinhos talvez não muito longe de Eirol e Nariz.

Esta Avenida tem de ter vida!

Esta Avenida também tem de ser vivida!

A Avenida, esta como a que debatemos, está adormecida!?

Quero contribuir para este sono seja apenas e efectivamente de adormecimento, que não seja Thánatos (sono da morte) mas o sono imortalizado por Charles Perrault, curiosamente arquitecto e autor da bela adormecida!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PL, in "Correio do Vouga" - 2009.01.14

Outra vez!?


Para um país como o nosso, se bem que isto pouca influência tem do país e para o país, chegar novamente ao topo dos melhores do futebol mundial, neste caso através de Cristiano Ronaldo, é notícia!

A questão tem pertinência por isso mesmo, por novamente, depois de Luís Figo em 2001, vermos um português ser distinguido (também pela FIFA) como o melhor de 2008.

É mais um emigrante de sucesso, parabéns!

Já o referimos, a propósito do reconhecimento feito na altura pela France Football, mas voltamos ao assunto para ver isto pela perspectiva do triunfo do individualismo!

Destaca-se, nestas novas “estrelas”, no seu desempenho e até no processo de eleição, uma acentuada predominância do valor individual sobre o colectivo. O que, tratando-se de uma modalidade de equipa, merece alguma observação.

Há nestes prémios um frágil desequilíbrio (não é equívoco!) entre quem será melhor no seu desempenho. Será quem abre ou quem fecha, quem faz chegar a bola lá à frente ou quem evita que o adversário dê uma “abada”!? Imagine-se aquele futebolista que treina, carrega com o “piano”, ganha menos, faz brilhar os outros e ninguém olha para ele? São esses que fazem o passe, evitam que os outros sejam melhores. Depois, a máquina da propagando faz o resto.

Não se vislumbra um jogador de equipa, daqueles que guindam os colegas ao sucesso com o seu desempenho. Nem Ronaldo, nem Messi, nem Torres,… são jogadores que galvanizem os que com eles jogam! Têm uma arzinho de vedetas, de serem os maiores, muito brilho, brincos, creme, automóveis,… show!

E, com isto, são os melhores do mundo. Não o são como jogadores de futebol, mas como produto da indústria que é o futebol! Sempre que a marca CR7 (Cristiano Ronaldo, nº 7) jogar, aumentarão os espectadores, o cachet, os que querem ver ser ele é mesmo bom, os que querem confirmar que não é grande coisa e os que gostam de futebol!

E apesar de tudo, também na mesma linha individualista, porque é um português,… venho lá outro… outra vez!

domingo, 4 de janeiro de 2009

PL, in "Correio do Vouga" - 2009.01.07

… E 2009 de esperança!


É já uma constante, que cada ano seja um ano de esperança!

Mas este desejo, que é também sentimento, ganha uma actualidade única porque vem aí uma grande oportunidade, a oportunidade de demonstrar à saciedade que os portugueses são de dimensão superior quando as dificuldades são enormes. Para grandes tempestades, grandes marinheiros! Não é o que nos tornou famosos?!

Vamos lá então, vamos enfrentar a crise!

Em 2009 – já o sabemos – haverá muita coisa para dar a volta a nível económico-financeiro. Porém, deixemos isso, que não afecta quase ninguém, da maioria dos portugueses, para os ricos: eles que paguem a conta! Pobres e desenrascados não sentem grandes crises sazonais, elas são permanentes, não é?

Ora, segundo os dados do relatório da OCDE, divulgado recentemente, em Novembro, os números da desigualdade e crescimento económico dos seus vários países nos últimos 20 anos não são novidade. De acordo com os números apresentados, Portugal está entre os membros da OCDE onde a disparidade entre ricos e pobres é mais elevada. Segundo o estudo, os 10% mais pobres em Inglaterra ganham em média mais dinheiro do que o português médio! Grande coisa!?

Depois dos poucos muitíssimo ricos, há ainda uma “zona-média”, com uns remediados-bem-ricos, sobretudo à sombra de grandes reformas de serviços prestados ao Estado ou de instituições com capitais do Estado. E, por fim, o último nível, os milhões de pobres.

Portanto, depois dos três estados do reino, do clero, da nobreza e do povo, a República não tem conseguido, com a já aqui abordada teoria dos três poderes, nivelar, com resultados práticos, os princípios consagrados em todos os manuais e correntes teóricas. Assim, não há Estado social que nos valha. Se Obama valer a pena…

Arrumada esta ténue e desenganada expectativa… queremos o Mundial! Essa sim, a nossa maior esperança!

E, com ou sem mundial, se querem dar uma alegria a milhões de portugueses, reforçar-lhes a esperança,… deixem o Benfica ser campeão! Aquilo da Trofa não se faz!

Esperança, muita esperança, esperança com força e à força!