Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Diálogo inconsequente

 

Nos últimos apontamentos desta rubrica abordámos alguns aspetos do que denominámos fronteiras da liberdade. Interrompemos intencionalmente. Não faltam motivos para terminar essa abordagem, que queremos fazer em mais duas ocasiões, mas por agora propomos uma pequena leitura bem pragmática, com laivos que podem ser considerados prosaicos.

Na Era da comunicação, da hipercomunicação, há pouco conteúdo! Prevalece o ruído, o “show”, o meio, como aludimos citando Marshall McLuhan. O processo absorve, tudo é envolvido na transmissão e a receção de mensagens entre uma fonte emissora e um destinatário recetor, no qual as informações, transmitidas por intermédio de recursos físicos (fala, audição, visão, etc.) ou de aparelhos e dispositivos técnicos, são codificadas na fonte e decodificadas no destino com o uso de sistemas convencionados de signos ou símbolos sonoros, escritos, iconográficos, gestuais etc

Toda a gente debita informação – o que é um direito! – mas poucos a refletem (sim, com a dupla semântica)! Há coisas que são verdadeiramente incríveis, por isso: à mensagem mais importante (pelo conteúdo real ou simbólico), por exemplo, casos como transferências bancárias, mensagens de melhoras, de boas festas,… tantas e tantas, não há a dignidade de responder com um simples “obrigado”, “smile”, “emoticons”, “meep”, “pusheen”,… Lamentável!

Será falha na comunicação ou falta de educação?!

Dá para acreditar, portanto, que a crescente fragmentação da Europa está a acontecer mesmo debaixo dos nossos olhos. Mas, claro, há quem se recuse a ver como essa tendência ganha um peso crescente a cada dia que passa. O autismo das elites políticas europeias que, no pós-2008, pactuaram com as elites financeiras corruptas leva-as a fazer o papel do pior cego: aquele que não vê porque não quer ver. Há anos que o fenómeno está detetado e é destacado por tantos o regresso em força da geopolítica ao continente europeu, um fenómeno decisivo que ninguém no nosso universo político-mediático parece escapar a todos os olhares. Felizmente, temos boa companhia: veja-se o que esta semana publica o líder da Stratfor, George Friedman, sobre “The New Drivers of Europe’s Geopolitics”, sobre as dinâmicas internas de fragmentação da Europa, um continente hoje, nas suas fronteiras norte, leste e sul, ameaçado por fortíssimos conflitos… E que só no oeste, na frente atlântica, mantém o horizonte desimpedido.

Assim vai o nosso mundo na era em que tudo está em tempo real!

Nenhum comentário: