Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

2014

 
O início de uma etapa nova refaz motivação e expectativas. Assim seja! Cá estamos para mais uma “translação”!
E o que nos espera, para além do inevitável, o que temos como certo, o que podemos teorizar como “limitação do limite”, isto é, até ali vamos mas depois já nada sabemos ou não queremos saber. Será a finitude ou infinitude?! Só Chronos nos dirá…
Porém, cada um e cada uma, norteados por princípios universais, somos convidados a fazer o que nos compete.
Recriar a esperança!
Inspirados pelo Papa Francisco (Mensagem para o Dia Mundial da Paz), o número sempre crescente de ligações e comunicações que envolvem o nosso planeta torna mais palpável a consciência da unidade e partilha dum destino comum entre as nações da terra.
Nos dinamismos da história – independentemente da diversidade das etnias, das sociedades e das culturas –, vemos semeada a vocação a formar uma comunidade feita de irmãos que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros. Contudo, ainda hoje, esta vocação é muitas vezes contrastada e negada nos fatos, num mundo caracterizado pela «globalização da indiferença» que lentamente nos faz «habituar» ao sofrimento alheio, fechando-nos em nós mesmos. E, citando Bento XVI , a globalização torna-nos vizinhos, mas não nos faz irmãos. As
inúmeras situações de desigualdade, pobreza e injustiça indicam não só uma profunda carência de fraternidade, mas também a ausência duma cultura de solidariedade. As novas ideologias, caracterizadas por generalizado individualismo, egocentrismo e consumismo materialista, debilitam os laços sociais, alimentando aquela mentalidade do «descartável» que induz ao desprezo e abandono dos mais fracos, daqueles que são considerados «inúteis». Assim, a convivência humana assemelha-se sempre mais a um mero do ut des (dou para que me dês) pragmático e egoísta.
Partilhar na sobriedade. Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar.
De acordo com dados de 2012, em Portugal cerca de um milhão de toneladas de alimentos por ano, cerca de 17% do que é produzido, vai para o lixo, e nos 27 Estados Membros da UE a produção anual de resíduos alimentares ronda os 89 milhões de toneladas, estimando a UE que possa chegar a 126 milhões de toneladas em 2020.
30% dos produtos horto-frutícolas na Europa vão para o lixo!
Para que medidas importantes para a resolução deste problema sejam tomadas, o Parlamento Europeu propôs, e foi aprovado, que o ano de 2014 fosse declarado como o Ano Europeu contra o Desperdício Alimentar. Este é um problema que atingiu proporções mundiais e que abrange várias dimensões, desde o campo até à mesa dos consumidores.
Diligenciar o essencial. Ano internacional da agricultura familiar.
O Ano Internacional da Agricultura Familiar (AIAF), 2014, visa aumentar a visibilidade da agricultura familiar e dos pequenos agricultores, focalizando a atenção mundial no seu importante papel na erradicação da fome e pobreza, provisão de segurança alimentar e nutricional, melhoria dos meios de subsistência, gestão dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e para o desenvolvimento sustentável, particularmente nas áreas rurais.
O objetivo do AIAF 2014 é reposicionar a agricultura familiar no centro das políticas agrícolas, ambientais e sociais nas agendas nacionais, identificando lacunas e oportunidades para promover uma mudança rumo a um desenvolvimento mais equitativo e equilibrado.  O AIAF 2014 vai promover uma ampla discussão e cooperação no âmbito nacional, regional e global para aumentar a consciencialização e entendimento dos desafios que os pequenos agricultores enfrentam e ajudar a identificar maneiras eficientes de apoiar os agricultores familiares.
E das “tentações do deserto”, a representação do poder (espiritual, económico-financeiro e político-administrativo), projeta-se um novo ciclo da vida. Se não cairmos em tentação, 2014 será muito melhor do que o podemos esperar. Para além deste quadro, haja saúde, trabalho, educação,...justiça e paz!
(in Correio do Vouga, 2014.01.08)















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