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quarta-feira, 10 de junho de 2009

PL, in "Correio do Vouga" - 2009.06.10

As ideias que a “questão moral” suscita

A Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular escreveu um ofício (OFC-DGIDC/2009/DSDC) a dar orientações para a distribuição de serviço dos professores de EMRC - colocando-os com os mesmos direitos e deveres dos outros professores, excepto em muita coisa! A Comissão Episcopal da Educação Cristã publica um comunicado da Comissão Episcopal da Educação Cristã a propósito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.

A notícia tem eco na imprensa (veja-se jornal Público de Domingo, 2009-06-07).

On line solta-se a tolerância “contra” esses profissionais “usurpadores”. Por exemplo, um anónimo do Porto faz notar que “… para completar horário atribuem-lhes disciplinas ou funções para as quais, ainda que habilitados, não foram sujeitos a concurso, estando portanto em vantagem em relação a outros candidatos...será justo? (Estou a recordar-me do caso de um professor de Ílhavo, Aveiro, que, sendo de EMRC, chegou a Presidente do CE e é agora Director de Escola...e , lá está, colocado pelo Bispo, primeiro. Depois, devagarinho e com "muita moral" foi trepando até à posição actual, mas sem concurso de acesso à carreira!)

Obviamente… a resposta:

“Os professores que conheço são, como todos os professores, profissionais sérios e pugnam por ser competentes. A maioria são leigos e preparam-se (como opção vocacional) para o ensino! Têm curso superior (em Teologia ou Ciências Religiosas); especialização em várias áreas, como Administração Escolar; Pós-graduações em Ciências da Educação, Mestrados (relação Igreja-Estado, por exemplo). Alguns são doutorados; outros fazem investigação para o mesmo grau académico. Dentro do quadro legal existente, concorrem para QE. Depois, pelas aptidões que colocam ao serviço da missão da escola pública, também concorrem (sem trepar) aos órgãos de Administração e Gestão. As DRE aceitam as suas candidaturas para Comissões Administrativas; pelo DL 115-A/98, são eleitos pelos seus pares para presidirem a esses órgãos; pelo DL 75/2008, apresentam a sua candidatura (em concurso público) para Directores e são seleccionados; eleitos;...tomam posse. Um dia, se uma medida legislativa determinar que a escola pública não quer EMRC, ou esses profissionais na escola, partem à sua vida, como todos os portugueses que são desempregados e têm de reiniciar outro percurso. Contribuindo para a escola prestar sempre melhor serviço...missão cumprida!”

1 comentário:

Anónimo disse...

Quem fez tal afirmação,certamente esquece que os EMRC também vão a concurso e são escolhidos pelo Bispo, não por cunhas, mas pelo mérito da pessoa.

Tenho pena que vejam tais profissionais como pessoas não qualificadas ou sem valor acrescentado para a sociedade.

Mas ao mesmo tempo compreendo tais afirmações, pois todos nós não temos conhecimento de todas as áreas, e por vezes achamos que a nossa é mais importante que as outras, e erramos nas nossas ideias. A essas pessoas temos que lhes dar um voto de confiança, que um dia irão reconhecer o valor dos EMRC..:)

Meus parabéns pelo novo cargo. Certamente que não foi sorte de ser EMRC.:)
Andrea