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EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

terça-feira, 16 de setembro de 2008

PL, in "Correio do Vouga" - 2008.09.17

"Subprime"

Ainda entretidos na arrumação da bagagem das férias, somos surpreendidos com cataclismos de toda a (des)ordem!
Esta afirmação, mesmo não sendo literal, logo se vê, não ficará muito longe da verdade para quem olha para a vida com a atenção que ela merece. Ou seja, pelo menos cada um dos nossos leitores.
E tudo o que se possa dizer, extrapola a essência deste apontamento; tentemos, porem, que não seja em muito! E não o será, o próprio mundo (tantas vezes expresso e entendido em confinação ao planeta, à Terra) é uma bola! Assim, os três maiores cataclismos do universo foram a derrota com a Dinamarca, os casos de (suposto) mau profissionalismo de Cardozo (Benfica), de Vukcevic (Sporting) e o Acórdão do Tribunal Arbitral do Desporto, que reduz a cinzas a eventual corrupção no futebol português, propalada no “Apito Dourado”, segundo o jornal “o Jogo”!
E assim, chegaram as notícias alarmantes da Geórgia (o caso Ossetia), dos eternos problemas no Médio Oriente e Oriente profundo (Iraque Afeganistão, Irão,…), as provocações do Presidente Chavez (da Venezuela) e agora também a Bolívia (à beira da Guerra Civil)!
E nem a mãe natureza dá tréguas! O furacão “Ike” também foi notícia!
Em síntese, estamos a ver o crédito mal parado. Que é como quem diz as expectativas não estão a ser cumpridas, houve um investimento de alto risco! Subprime! – o cataclismo!
Nos últimos dias, o conceito de ‘subprime’ entrou na realidade nacional. Com a devida vénia ao Diário Económico (on-line), trata-se de um crédito à habitação de alto risco que se destina a uma fatia da população com rendimentos mais baixos e uma situação económica mais instável. A única garantia exigida nestes empréstimos é o imóvel. Este segmento do mercado de crédito é exclusivo dos Estados Unidos, não havendo na Europa um paralelismo exacto.
Apesar disso, o ‘subprime’ em Portugal está associado ao crédito ao consumo. As empresas de crédito por telefone, como por um exemplo, a Mediatis, Cofidis ou a Credial, compram o dinheiro ao banco central a baixo custo (4% de juros) e “vendem-no”mais alto (30%) aos clientes. Se os clientes não puderem pagar… começam a ficar as contas a descoberto, são autênticos “cheques carecas”! Portugal tem um dos níveis de endividamento mais elevados da Europa e o peso dos créditos vencidos ou de cobrança duvidosa, no total de empréstimos bancários, continua a subir. No ramo da habitação o endividamento está garantido pelo património dos particulares. Mas se os bancos tomassem para si essas garantias, a oferta de casas seria enorme, pelo que o seu preço teria de baixar. E se mais um ou dois bancos, como aconteceu ao Lehman Brothers, declararem falência?
Inventam as regras, controlam as regras, desregulam tudo quando lhes convém! O dinheiro…! O que poderia ser uma “linguagem” universal para usufruirmos, num lado e noutro, de bens e serviços de terceiros sem ter de lhes levar as batatas, milho, galinhas, … para compensar esses produtos, passou a arma de guerra de destruição maciça!
Estávamos tão bem no paraíso!

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