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terça-feira, 3 de março de 2015

Memórias

 

Há sensivelmente um ano , em maio de 2014, Daniel Sampaio escrevia um artigo no jornal “Público” em que abordava os problemas do registo da memória na sociedade contemporânea. Dizia o autor de Memórias do futuro (2010. Lisboa, Editorial Caminho): “estamos a construir uma sociedade sem memória. Quando se questiona alguém sobre o seu passado, ouvimos dizer: “Não me interessa, quero viver um dia de cada vez.” Numa família, quando perguntamos pela sua história ou nos interrogamos sobre os valores que conferiram a sua singularidade, respondem-nos: “Sei lá, não quero saber dos outros tempos, quero viver o presente.” Figuras importantes da História de Portugal dizem muito pouco aos jovens de hoje, ou então a sua localização temporal sofre desvio de centenas de anos. Os relatos do passado, trazidos ao quotidiano pelos avós — os historiadores da família — são considerados inúteis, maçadores ou resultantes das confusões do envelhecimento. A leitura, essencial no treino da memória, está cada vez mais afastada dos hábitos quotidianos e é raro alguém, numa conversa trivial, citar algum livro marcante, ou reproduzir (com rigor) uma notícia mais distante.”

Sem querer desestruturar a matriz da tese apresentada, somos capazes de ser levados a pensar, que isto é grave e contagioso!

A Grécia, a Espanha, Portugal,… em vez de criarem um plano de apoio recíproco, esqueceram os problemas geoestratégicos comuns! Assim divididos será mais fácil (perder)!

Ao ver as declarações do ex-CEO da PT, Zeinal Bava, no Parlamento, confirma-se! Há ali um distúrbio na memória, um transtorno cognitivo leve. À escala, o homem não se lembrava mesmo de nada!?

Mas os problemas de memória chegaram ao Primeiro-ministro! Esqueceu-se de pagar à Segurança Social! Aquilo que o ex-diretor do Instituto de Segurança Social (ISS) Edmundo Martinho intitula de "evasão contributiva continuada. Porque qualquer cidadão, particularmente quem tem um trabalho com estatuto de trabalhar independente, sabe que, todos os meses, tem que pagar as suas contribuições para a Segurança Social de acordo com o escalão de rendimento em que se situa e que está definido na lei".

E os problemas de memória e com a memória já viraram atoleiro! Agora é um conjugar o “esquecer” na segunda e terceira pessoas, com mais ou menos requinte, em todas as redes!

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