Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Muros há muitos

 
A 9 de novembro de 1989 houve, um pouco pela rua de cada cidade, a expectativa que uma nova era estaria a começar! A alegria que provinha dos rostos encavalitados da “Vergonha”  em Berlim era o sinal: o mundo poderia derrubar barreiras aparentemente intransponíveis. E durante horas esperava-se por notícias sobre coisas boas.
As Alemanhas fizeram o seu caminho; o Leste reconfigurou-se; o mundo mudou qualquer coisa nos alinhamentos pós II Grande Guerra; o resto permaneceu em mutação, como sempre!
A “agenda” – espreitando a teoria de Maxwell McCombs e Donald Shaw – foi mudando os interesses e os assuntos de interesse, novos olhares foram abertos noutras frentes onde o essencial não muda: o ser humano digladia-se um pouco por todo o lado! Berlim, em 89, apenas permitiu, porventura, outorgar o que “aconselha” Pessoa (Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'):
Cerca de Grandes Muros Quem te Sonhas
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.
Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim com lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.
Faze de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és -
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...
“Há muros não apenas entre povos e continentes, mas também muito perto de nós e até dentro do coração humano.” (Carta de Taizé 2012-15)






















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