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terça-feira, 27 de maio de 2014

Uma Europa pírrica

 
No rescaldo das eleições europeias, o Dr Mário Soares considerou os resultados (do Partido Socialista, presume-se) uma “vitória de Pirro”.
É uma observação clássica que nos remete para a antiguidade, para uma Era que pode inspirar o próximo futuro.
Olhando para esse tempo de abertura dos pilares das portas da Europa que somos, não deixa de ser extremamente pertinente recordar esta construção de construções. Os passos dados, os passos perdidos e até os “Passos” que, em Portugal, continuam a ver a causa pública como bando de malfeitores que importa castigar – como não sendo importante aprofundar a quem delegamos o poder de governar as nossas vidas?!
Pirro (318 a.C. — 272 a.C.), cujo nome provem do grego "cor de fogo", "ruivo", foi rei do Épiro e da Macedónia, tendo ficado famoso por ter sido um dos principais opositores a Roma. E era filho de Eácida do Épiro, e pai de Alexandre II do Épiro.
A infância e juventude de Pirro foram bastante atribuladas. Tinha apenas dois anos de idade quando o seu pai foi destronado. Mais tarde, aos 17 anos de idade, os Epirotas chamaram-no para governar, mas Pirro acabou por ser destronado novamente. Nas guerras entre os diádocos, após a divisão do Império de Alexandre III, tomou parte pelo seu cunhado Demétrio I da Macedónia e lutou a seu lado na Batalha de Ipso (301 a.C.). Mais tarde, tornou-se refém de Ptolomeu I do Egipto, num acordo entre este e Demétrio. Pirro casou com Antígona, filha de Ptolomeu I. Em 297 a.C. restaurou o seu reino no Épiro. De seguida, declarou guerra a Demétrio, seu antigo aliado. Em 286 a.C. depôs o seu cunhado e tomou o controlo do reino da Macedónia. Dois anos depois, porém, o seu ex-aliado Lisímaco expulsou-o da Macedónia.
Na idade adulta atacou Roma, com as campanhas militares na Sicília e norte de África.
Para obter marinheiros e soldados, chegou a agir, em vez de habilidade e brandura, com excessivo rigor, compelindo moradores e castigando com severidade os que não obedeciam às suas ordens. Adquiriu, em consequência de sua severidade, a reputação de homem ingrato e pérfido. Entretanto, por mais descontentes que os povos por onde passava estivessem, cediam à necessidade e forneciam-lhe tudo aquilo que lhes era exigido.
Por ter sido um homem impressionantemente belicoso e um líder infatigável, embora não tivesse sido um rei propriamente sábio, Pirro foi considerado um dos melhores generais militares do seu tempo. Aníbal considerou-o o segundo melhor, a seguir a Alexandre Magno. Como general, as maiores fraquezas políticas de Pirro eram a falta de concentração e apetência para esbanjar dinheiro (grande parte dos seus soldados eram dispendiosos mercenários).
O seu nome tornou-se famoso pela expressão "Vitória Pírrica". Aquando da vitória na Batalha de Ásculo deram-lhe os parabéns pela vitória conseguida a custo, diz-se que respondeu com estas palavras: "Mais uma vitória como esta, e estou perdido."
Na Europa de 2014 notam-se acentuadas e preocupantes semelhanças?!
E o futuro dirá onde estamos no presente.










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