Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

terça-feira, 25 de junho de 2013

Coimbra é uma canção

 

Quem passou por lá, sabe que é verdade!

Também será verdade que todos os locais de “verdes anos”, de emancipação, rebeldia, iniciação à vida autónoma, de responsabilização pelos atos praticados e pela ausência a atos que deveriam ser praticados,… todos esses locais e tempos são uma doce canção, um canto à idade da juventude!

Coimbra sempre foi diferente, agora é mais igual ao seu valor e importância.

Em cada ano que passa esse património material e imaterial, colhido sob os percursos feitos durante o curso, ganha maior expressividade, dá razão à saudade e saudade à razão, ao conhecimento, ao momento, ao tempo, ao acordar de cada manhã de esperança.

A UNESCO reconhece-a naquilo que já o era há séculos: Património da Humanidade! Isto mesmo é sublinhado pelo Magnífico Reitor João Gabriel Silva na nota informativa sobre o momento "mais do que o reconhecimento do valor arquitetónico do complexo universitário de Coimbra, esta decisão da UNESCO sublinha o valor universal da cultura e da língua portuguesas e reconhece o papel central que Portugal teve na formação do Mundo, tal como hoje o conhecemos".

Neste reconhecimento estão todos os mundos, sem dúvida. Concordamos.

Agora, segundo as diretivas da UNESCO, importar dar expressão maior ao que acaba de começar. Coimbra fica a representar uma obra-prima do gênio criativo humano; a mostrar um intercâmbio importante de valores humanos, durante um determinado tempo ou em uma área cultural do mundo, no desenvolvimento da arquitetura ou tecnologia, das artes monumentais, do planeamento urbano ou do desenho de paisagem; um testemunho único ou excecional, de uma tradição cultural ou de uma civilização que está viva; a ser um exemplo de um tipo conjunto arquitetónico, tecnológico, de paisagem, que ilustra significativos estágios da história humana; será reconhecida também como um exemplo destacado de um estabelecimento humano tradicional representativo de uma cultura (ou várias), especialmente quando se torna(am) vulnerável(veis) sob o impacto de uma mudança irreversível; estará diretamente ou tangivelmente associado a eventos ou tradições vivas, com ideias ou crenças, com trabalhos artísticos e literários de destacada importância universal.

O património de Coimbra valoriza-nos a todos. É conhecimento – já o era! – e destino de muitos itinerários. Sê-lo-á ainda mais: uma nova ancoragem para a Região. Haja capacidade decisória para o potenciar!

( in “Correio do Vouga”,  2013.06.26)

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