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| M. Oliveira de Sousa |
Em frente, vamos!.
EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2018
O anti-Natal…com um bocadinho de boa vontade
quarta-feira, 30 de março de 2016
O sagrado e o profano
quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
LITANIA DO NATAL
domingo, 6 de dezembro de 2015
O “perigo” desta Misericórdia
A explicitação com recurso ao demonstrativo (d´esta) ganhou atualidade, a propósito da economia reinante, na “Evangelii Gaudium".
Pois na abertura do Ano da Misericórdia acentua-se o apelo à mudança profunda na interpretação das ações consagradas em doutrina: “poderemos fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática. Quantas situações de precariedade e sofrimento presentes no mundo actual! Quantas feridas gravadas na carne de muitos que já não têm voz, porque o seu grito foi esmorecendo e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos. Neste Jubileu, a Igreja sentir-se-á chamada ainda mais a cuidar destas feridas, aliviá-las com o óleo da consolação, enfaixá-las com a misericórdia e tratá-las com a solidariedade e a atenção devidas. Não nos deixemos cair na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito e impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói. Abramos os nossos olhos para ver as misérias do mundo, as feridas de tantos irmãos e irmãs privados da própria dignidade e sintamo-nos desafiados a escutar o seu grito de ajuda. As nossas mãos apertem as suas mãos e estreitemo-los a nós para que sintam o calor da nossa presença, da amizade e da fraternidade. Que o seu grito se torne o nosso e, juntos, possamos romper a barreira de indiferença que frequentemente reina soberana para esconder a hipocrisia e o egoísmo” - da Bula convocatória, nº 15.
Isto é perigoso. Este homem é perigoso! Vai ao encontro dos que precisam, sai do que poderia ser considerado “zona do conforto” (segurança, poder, esquemas mentais, dinâmicas de rotina, “status” social, delimitação conceptual, saudosismos inveterados de monopólios,…)! É um perigo, pelo que faz e como o faz, para ele e para os outros. Quem concorda mobiliza-se, quem não concorda sente-se desmobilizado. E há uns tantos que se deixam consumir (enquanto podem) pelo sentimento perdido “assim não vamos lá” – são aqueles, quais náufragos, que se agarram a umas pequenas tábuas que flutuam à sua volta na convicção que excluindo estão a agir como certo (no fundo não mais do que medo do seu próprio futuro: afundarem-se).
O perigo ganha expressões que parecem ainda mais acentuadas com comparações que andam por aí em “remember” assustador. Escrevia no Público Alexandra Lucas Coelho “O PREC (processo revolucionário em curso) do Papa em 2015”: O que aconteceu na República Centro-Africana, segunda-feira, foi que o Papa Francisco atravessou um cerco de milícias cristãs armadas para ir ter com os muçulmanos enclausurados lá dentro. A capital do país é Bangui, o cerco acontece num bairro chamado PK5, que se tornou o reduto dos últimos muçulmanos, depois de as milícias cristãs terem forçado mais de 100 mil a fugir, entre vários massacres. A violência dessas milícias é uma resposta à violência da coligação de rebeldes muçulmanos que governou o país durante uns meses de 2013. Foi este ciclo de violência que Francisco procurou quebrar, transpondo o cerco de pé num carro descoberto. E chegando à mesquita central disse “Deus é paz, salam”, “somos irmãos e irmãs”. O PÚBLICO citou o que um velho muçulmano, Idi Bohari, disse à Agência France Press: “Pensávamos que todo o mundo nos tinha abandonado, mas ele não nos abandonou. Ele também nos ama, aos muçulmanos, e eu estou muito feliz.”
Isto está mesmo estranho: estar fora do “direitinho” é um perigo revolucionário!
(in Correio do Vouga, 2015.12.08)
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Paris
Conhecendo a natureza humana, pouco ou nada nos surpreende nos acontecimentos de Paris da nefasta noite do recente treze de novembro. Nada surpreendidos com a natureza humana, portanto.
Não perfilamos a sustentação da ideia de que se trata exclusivamente de causas religiosas – pelo menos como o fenómeno religioso é entendido entre quem o estuda e vive!
A tensão entre os humanos é latente na oposição axiológica entre o diabólico (destes atos tresloucados que apenas se sustentam a si mesmos no impacto dispersivo do que os rodeia, dos outros) e o simbólico (quem procura reunir a diversidade em ordem ao bem comum, à harmonia das culturas e civilizações). Foi assim em Paris como continua a ser pelo mundo crispado nas milhentas oposições brutas, brutais, armadas, o mais básico instrumento para argumentar perante o que não convém ou se entende de outro modo!
Abordar o que é conhecido e está no topo da agenda mediática comprometeu-nos na releitura da compreensão dos atos, isto é, ao Tratado de História das Religiões (Mircea Elíade) comungando da opinião que as ciências modernas reabilitaram um princípio que certas confusões do século XIX comprometeram gravemente: é a escala que cria o fenómeno. Um fenómeno religioso somente se revelará como tal com a condição de ser apreendido à escala religiosa. Querer delimitar este fenómeno pela fisiologia, pela psicologia, pela sociologia, pelas ciências económicas e políticas, pela linguística e pela arte, etc. é traí-lo, é deixar escapar precisamente aquilo que nele existe de único e de irredutível, ou seja, o seu caráter sagrado. Porém, no mundo ocidental de dicotomias entre posição e oposição, sagrado é aquilo que se opõe ao profano.
A realidade não é definível em dicotomias. Até porque nós ocidentais temos a tendência para ver um dos lados da dicotomia como positivo e o outro negativo. Se, em ativo-passivo, o ativo é positivo, o passivo será negativo. É por esta razão que o pensamento oriental é por vezes difícil de seguir: o Yin e o Yiang, sendo pares, não são vistos como positivo e negativo, como uma parte a manter e outra a desaparecer, mas como complementos essenciais ao equilíbrio. O próprio positivo é negativo se não estiver equilibrado!
Nesta matéria, com tanta dispersão (diabólica), o equilíbrio só será concreto se chegarmos ao ponto de aceitar que a vida devia ser sagrada!
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Dignitário no serviço aos outros
Este é mais um passo evangelizador da Igreja de Aveiro!
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Uma vida que se lê
Para este livro, escolhi vivências provocadas por gente que passou pela minha vida ou dela fez parte. Por vezes, gente simples e anónima, aquela que julgamos que nada tem para nos dar ou ensinar… Gente experiente de Deus com a qual me foi dado cruzar, nos caminhos da missão, e já neste longo tempo do meu peregrinar» destaca o Sr D. António Marcelino nesta nota-síntese para Pedaços de vida que geram vida.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Obreiros da paz
Em pleno Inverno as coisas são diferentes, algumas vezes indiferentes.
Neste Inverno, os Bombeiros Velhos de Aveiro apresentaram novos veículos na celebração dos seus 131 anos de corporação. Um veículo tático urbano avaliado em 115 mil euros e uma ambulância de transporte de doentes não urgentes orçada em 35 mil euros foram as prendas mostradas no dia de festa. Os Bombeiros Velhos assumem que os tempos de crise dificultam a ação mas não perdem de vista novos projetos e a data foi aproveitada para reafirmar a vontade de construir novas soluções no domínio social com a criação de uma cantina e uma biblioteca - noticia a Rádio Terra Nova.
E tomando apenas como exemplo esta cooperação, vimos a referência à realização das “II Jornadas Técnicas de Emergência e Intervenção na Crise, subordinadas ao tema “Catástrofe” na parte da manhã e a “Intervenção Psicológica” durante a tarde.
Também são noticiados torneios e outras atividades de motivação e fortalecimento do sentido de corpo!
Estas notícias conduzem-nos à necessidade de uma visão mais alargada sobre a ação dos bombeiros, a diversidade de solicitações a que ocorrem.
É impressionante, só estes dias em Aveiro, quantas ocorrências, por acidente, crime ou indigência?! Acidentes de gravidade e dimensão diversas, homicídios, tempestade, doentes, mergulho,… uma obra social com contornos humanitários incomparáveis!
Tomámos um exemplo, os Bombeiros, mas queremos ter no horizonte o “efeito icebergue” de praticamente todas as ações humanitárias, com valor filantrópico, fundamento cristão: o que se vê é apenas a ponta de um volume enorme de pessoas, de tantas outras ações que dão suporte, sustentabilidade ao plano de intervenção!
Quando se discute o papel social do Estado e a sua sustentabilidade, perante tantas redes sociais de emergência, quase que somos a suspeitar que o que encarece essa dimensão dos Poderes Públicos não serão as limitações orçamentais das suas ações mas os privilégios dos que estão ao seu serviço!
