Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

terça-feira, 20 de julho de 2010

PL, in "Correio do Vouga" - 2010.07.21

Jota, Festival de Verão


O tempo é propício, pois claro que é!

Porém, há algo que faz com que nos últimos verões (quatro, para ser mais preciso) haja muito mais que o habitual, o Festival Jota!

É um festival de letra, personalizado!

Um encontro de juventude, de jovens, com carácter. Solidário.

Tantos epítetos?!

Todos merecidos. Vejamos:

O festival nasceu numa peregrinação com a Cruz das Jornadas Mundiais, de Portugal para Metz, em Outubro de 2003. Como tal, sempre o considerámos como legado do saudoso Papa João Paulo II.

A intenção pastoral que presidiu a esta ideia foi tratar-se de uma actividade de primeira evangelização, destinada aos jovens que, após uma caminhada de nove, dez anos, quase a confirmarem a sua fé, e a todos os outros, como os discípulos de Emaús, que quisessem caminhar com eles, conversando sobre “o que aconteceu em Jerusalém”!

A Banda Jota, da Diocese da Guarda, tomou a seu encargo organizar o primeiro, gorada que foi a oportunidade de ser em Santarém, no Verão de 2006. Deram nome, colocaram-se a caminho!

Passou por Aveiro. Está em Viana.

Um Festival de proximidades, com Cristo em primeiro lugar! Mas com os irmãos, obrigatoriamente, sobretudo nos vários rostos dos que mais precisam. Este ano, promovem também, no Jota Solidário:

“Porque doar medula óssea?

Porque a Cura és tu!

Já imaginaste se, um dia, puderes salvar uma vida humana? Apenas porque, de entre milhões de pessoas, tu és o único a ter esse poder? Porque és “o irmão de sangue” de alguém que está dependente do teu gesto para viver!”

Há muitas razões para continuar a caminhada…

PL, in "Correio do Vouga" - 2010.07.14

À Espanha!


À Espanha e à espanhola!

Foi grande, rija, fogosa “la fiesta” dos nossos parceiros ibéricos.

Num momento como este, gostamos de falar em parceiros; fazermo-nos convidados; tomar parte nos festejos. Afinal, a festa é pública, é do mundo, pelo menos do mundo da “Fase Final do Campeonato do Mundo de Futebol” – temos de ser o mais explícito possível, porque aquilo é mesmo um mundo à parte. Há golos que não são, golos que são e não o foram, medidas disciplinares pouco perceptíveis, fífias das grandes, FIFAs, … arbitrariedades! Perdão, arbitragens.

A África e a África do Sul estão de parabéns por este evento. Mas estão de parabéns, estes como quaisquer outros organizadores. Os níveis de exigência feitos aos anfitriões são de tal ordem que dificilmente falham. As expectativas, as dúvidas, as incertezas são pela análise de um determinado indicador, veja-se o caso Português no Euro 2004, que terminado o evento, toda a gente se dá por feliz. O problema vem agora, no pagamento da factura. Mas não falta potencial. A FIFA não brinca, é um estado nos Estados!

Quem gosta de futebol, deixa-se alinhar! Quer queira, quer não.

Voltando à Espanha, antes do jogo da final, as divisões eram muitas, nas tendências sobre o vencedor. De um lado o nosso 1640 (a Restauração), do outro “os Corsários” holandeses!

Como o futebol tem história e como é rica (também em especiarias e eventos) a história do futebol.

No fundo, tentámos (quem tentou) ver na final da África do Sul, mesmo sem o saber, uma revisitação de outros tempos, de outras histórias com passagem por África:

1 - Portugal perdido ante a Espanha – qualquer coisa semelhante à perda da independência;

2 – A Espanha perante o Corso Holandês – que nos saqueou nos mares e em terra, sobretudo no Brasil;

3 – Como o Brasil já não estava lá… os holandeses não!

4 – Como em 1640 ganhámos à Espanha… vamos a isto:

Em 1644, após a restauração, Portugal deu início à recuperação de parte do território no Brasil. Após a recuperação do Brasil, D. João IV deu início às carreiras em comboio, com a Carreira das Índias Ocidentais. As embarcações partiam do Brasil escoltadas por navios de guerra até Portugal, combatendo assim a acção do corso. Para terminar com o corso holandês, Portugal invadiu a Baía de Todos os Santos (Baía), conquistando-a, seguindo-se Olinda, no Recife, Angola e São Tomé.

Acordados da peleja de 120 minutos, … Viva a Espanha.

Porquê? Porque ganharam, o que é podemos fazer!?

PL, in "Correio do Vouga" - 2010.07.06

As sombras


Vivemos numa época fantástica! Podemos dizer, com muita reserva pelo que implica (ou não ou mais que isso) de revivalismo, que esta será já uma época neo-iluminista.

Sem querer reviver algo que está determinado pela sua época e contextos, o pensamento e o dinamismo da acção actual, à falta de melhores paradigmas e ideias identifica-se o presente com ilustrações.

Mas o que é que estas afirmações esclarecem a epígrafe titular?

Tudo. Sempre que há projecção de luz, há sempre sombra! Portanto, quanto maior é o saber sobre tudo, tão iluminado e esclarecedor, maior é a probabilidade de haver sombras. Estas projecções ( todos temos opinião, “luzes” esclarecedoras sobre o que vai acontecendo e o que provocamos) deixa o desenvolvimento impregnado de dúvidas: o que é estará por trás do projector?! Qual o objecto da sombra?!

A nível social e político constantemente são projectadas, não luzes, mas (pasme-se, pelo antagónico!) sombras! Sim, projectam-se sombras, nada iluminam e tudo confundem. É sobre o Governo, seja ele qual for, quer seja local, regional ou nacional. Ou seja, não sabemos onde está a luz, não saímos esclarecidos.

A nível financeiro ninguém sabe que contas fazer! “Deixa ir… venham as férias!”

O pior é se as empresas fecham, ficam com o dinheiro e nem férias nem retorno!

Depois, sobre o desporto, já não sabemos onde reclinar a cabeça. A selecção cumpriu os seus objectivos, fez uma campanha positiva, etc, etc. Mas quais eram os objectivos? O que é se projectou para a África do Sul? Por fim, até o ídolo é pai! Bem, se filho de peixe souber nadar… o seleccionador pode começar a preparar o futuro!

E, a concluir, vem o desenvolvimento económico.

O que há a acrescentar?

Estamos dominados por sombras chinesas!

terça-feira, 29 de junho de 2010

PL, in "Correio do Vouga" - 2010.06.30

Pequenas grandes vitórias


O tempo é verdadeiramente de “carpe diem”! A esperança, mesmo com o Verão e as férias a refrescarem o ânimo, não compensa todas as privações que se exigem e que se fazem sentir sem que se perceba bem porquê.

Então, temos de ver claro onde está escuro; pintar cor-de-esperança o que está sombrio e soturno. Ânimo, ânimo contra tudo e contra todos os que se deixam derrotar!

Quando o Correio do Vouga chegar a todos os recantos, porque decorre o mundial da África do Sul, espera-se, esperamos todos, os Portugueses e adeptos da equipa de futebol nacional, que Portugal esteja já nas meias -finais da competição!

Quando a perspectiva de um novo ciclo de vida se fecha, não se pode chegar ao recobro! Se a vida nos vira as costas – qual Rei Leão (o filme!)! – nós viramos as costas à vida! Para querer assumir como universal esta premissa, às vezes é preciso virar as costas a alguma coisa para que se note a diferença!

E depois há a solidariedade dos mais próximos, dos de perto e dos de longe (muitas vezes os que estão mais perto!).

Pensar como as pessoas se organizam, sem se conhecer, para apresentarem novas ideias e projectos para o Parque (que se quer) da Sustentabilidade, na cidade de Aveiro, é um sinal de proximidade!

Olhar para Nª Sª de Fátima e ver que o desenho no papel de mais um traço assassino de um território-património que se quer dissecar, esventrar, dividir em nome de uma má gestão do lixo comum, é mais um grito de quem vê mais longe. Não é possível ter vistas curtas perante quem quer fazer de um centro de lugar vivo, mas esquecido, uma auto-estrada para camiões do lixo que, a qualquer hora mas sobretudo de madrugada, por ali projectam passar para despejos na Unidade de Tratamento Mecânico-Biológico!

Habituados a não haver uma sensibilidade na gestão do bem público como bem comum, chega o momento em que uma pequena vitória, torna-se uma vitória grande.

As pessoas cansam-se de quem as maltrata! Então, unem-se, juntam esforços e, passo a passo, tudo fazem para chegar longe!