Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

terça-feira, 30 de março de 2010

PL, in "Correio do Vouga" - 2010.03.30

Na Maior


Por estes dias a maior parte das pessoas viaja à boleia de Jesus!

Efectivamente, com o início triunfal, do Domingo de Ramos, entrámos na Semana das Semanas, aquela em que, com Jesus, chegaremos ao Ressuscitado.

A Páscoa Católica é uma das datas mais importantes do Cristianismo. A Páscoa, com a sua datação móvel (a data varia de ano para ano), serve de referência para outras datas. O dia é calculado como sendo o primeiro domingo após a Lua Cheia que ocorre após a entrada do Outono no hemisfério Sul ou da Primavera no hemisfério Norte, podendo ocorrer entre 22 de Março e 25 de Abril.

Sendo verdade que o calendário litúrgico e a tradição cristã determinam, numa sociedade secularizada, o ritmo destes dias, de encontro de uns com os outros, não é menos pertinente constatar outras formas de ver a mesma intensidade dos dias com sentidos que oscilam entre o diametralmente oposto e, com um bocado de esforço, um pouco complementar.

Ora “estar na Maior” (Semana do Ano), pela força marcante dos acontecimentos, pela intensidade de vida, não é menos próprio usar a expressão jovial com significado “estar bem”!

As gerações mais novas adoptaram a expressão, querendo genericamente dizer que “estamos bem”; a vida decorre com tudo que se poderia desejar; desfruta-se o máximo do que se pode.

Uma vida descontraída, sem compromissos, também nos remete para a mesma concepção. E por estes dias viaja-se, de um lado para o outro, à boleia de Jesus - pelo sacrifício de um só homem, vivem-se dias de feriado, de férias!

É assim um pouco por todo lado. Mas os países do sul da Europa, às voltas com os planos de estabilidade (autêntico calvário para o comum dos cidadãos) e crescimento (a libertação que se anseia), vivem estes dias, como um pouco todo o ano, na esperança que chegue o sol, o calor, o bom tempo. E tudo o resto virá por acréscimo.

Há ainda, para terminar a sensação “maior”, o significado de estar no topo de qualquer coisa!

Também aqui Jesus dá uma boleia!

Há muito que a família (benfiquista) não era tão devota!

Na verdade, depois de tantos calvários, acredita-se que é pela mão deste Jesus que chegará o ressurgimento!

sexta-feira, 26 de março de 2010

in Jornal "Notícias de Nariz e Fátima", nº 402, de Março 2010

Uma Primavera Pascal

Igreja portuguesa repensa opções pastorais


A Igreja, a comunidade dos baptizados em Cristo, presente em terras de Aveiro, a nossa Igreja vem fazendo um longo caminho de aperfeiçoamento, de ser entre todos a presença viva de Jesus Cristo, da sua Palavra.

Os filósofos (intitulados) da “morte de Deus” perscrutavam que os homens, não querendo mais vislumbrar uma realidade sobrenatural, poderiam começar a reconhecer o valor deste mundo. Assumir a morte de Deus seria livrar-se dos pesados ídolos do passado e assumir sua liberdade, tornando-se cada um de nós a medida de todas as coisas. Um nova ordem moral em que a vontade de cada um está acima de tudo, deu nos que está à nossa frente: desordens sociais, insegurança, desrespeito por tudo e por todos.

Já vimos que assim não vamos longe. É preciso retomar um caminho de opções. Não é possível substituir na harmonização social valores absolutos (que servem de igual modo à integralidade das pessoas) pelo absoluto relativismo, em que cada um é só, único, vazio. Ninguém vive sozinho!

A Conferência Episcopal Portuguesa criou um grupo destinado a “Repensar a Pastoral da Igreja em Portugal”.

Entre Abril e Junho do próximo ano deverão ser apresentadas linhas de acção comuns para dioceses, congregações e movimentos


A iniciativa, liderada pelo Cardeal Patriarca, D. José Policarpo, secundado pelo bispo auxiliar ao Algarve, D. Manuel Madureira Dias, junta 40 representantes de dioceses e congregações religiosas, a que mais tarde se associarão delegados de movimentos laicais.

A assembleia é coordenada por uma equipa de três delegados, provenientes do Norte, Centro e Sul do país.

O trabalho incide sobre o estudo das prioridades da Igreja e a analisar o que ela pode oferecer à sociedade. Não será uma mera reflexão sociológica mas uma resposta ao que o Espírito pede à Igreja.

O projecto quer aproveitar as sinergias das várias estruturas eclesiais e, com a justa autonomia, trabalhar mais em conjunto. O processo, que incluirá a elaboração de um texto orientador e a consulta a diversos Organismos da Igreja, deverá estará concluído entre Abril e Junho de 2011, período durante o qual se prevê a publicação das “linhas de acção”.

terça-feira, 23 de março de 2010

PL, in "Correio do Vouga" - 2010.03.23


"Vamos fazer isto"


Para um Europeu, em particular da Europa mais ou menos a vinte e sete, é inconcebível não ter acesso aos serviços sociais que garantam a educação, a saúde, a subsistência! Ou seja, em tudo o que a premissa maior do Estado Social representa: a igualdade nas oportunidades.

Curiosamente, os Europeus procuram regressar à raiz relativamente filantrópica do Estado Social, também designado por Estado providência. Só funciona se todos estiverem dispostos a contribuir para manter o sistema. Quando os fundos sociais são desviados, inflacionados, suportados por poucos com muitos a quererem unicamente fugir aos encargos, como por exemplo, procura das reformas desproporcionadas com a esperança média de vida, então sistema vai falir. Portugal na fila da frente! Porquê?

O Prof João César das Neves escrevia, há já algum tempo, que as sociedades que têm o Estado providência o querem manter, e as que o não têm, desejam-no. Alegadamente as dificuldades da segurança social e demais elementos do Estado social radicam no envelhecimento da população. O que acontece é que as pessoas hoje vivem mais tempo, muito mais tempo, do que há 20 ou 30 anos. Quando os sistemas de pensões foram montados há décadas, as pessoas deixavam de trabalhar aos 70-75 e morriam pelos 70-75. Hoje uma pessoa vive até aos 80 ou 90 anos, e vive com saúde até uma idade muito superior àquela em que antigamente morria.

Porém, qualquer que seja a forma do considerar, havendo desenvolvimento económico e aumento de produtividade a idade não é problema. Porque embora haja menos trabalhadores, o desenvolvimento faz com que esses produzam muito mais que os muitos que existiam antes.

Assim, entende-se o "Vamos fazer isto", as palavras com que o presidente norte-americano Barack Obama deu início a mais uma prova à sua liderança, a maior, porventura, do seu mandato.

A Casa dos Representantes aprovou a proposta do presidente Obama sobre a reforma do sistema de Saúde do país, que tem como objectivo dar acesso a cuidados médicos a 32 milhões de norte-americanos, dos cerca de 309 milhões, ao mesmo tempo que prevê reduzir a longo prazo o défice orçamental do país.

Segundo as mais recentes estimativas do Congresso, a reforma do sistema de saúde norte-americano irá custar quase 700 mil milhões de euros ao longo de dez anos.

É muita gente para governar, é verdade. Mas, insistindo, havendo desenvolvimento económico sustentável e aumento de produtividade… sim, nós podemos também!

terça-feira, 16 de março de 2010

PL, in "Correio do Vouga" - 2010.03.16

“Piscadelas” e “alfinetadelas” à Beira Mar

O momento é de renovado interesse para a Região.
O sol voltou a brilhar e, como sempre acontece, há uma piscadela à Beira Mar. É o passeio dos alegres! As famílias sorumbáticas dão uma espreitadela ao Mar; rasgam com o olhar novos horizontes; estabelecem contacto com outros ambientes; começam a respirar melhor!
Estes sinais e sentimentos, mesclados na oportunidade (sol na eira!?), são comuns a mais alguns passeantes de alegre “fim de tarde”.
Como já há sol, brilho, cor, também no Beira Mar (está na “mó de cima”,ganha, vai na frente ), qualquer manifestação de regozijo é compreensiva; é aconselhável; é louvável.
Vamos todos à boleia do Beira Mar, porque não?!
Começando por este apontamento, há muito tempo que não entrávamos neste “pormaior” (falar Beira Mar nunca é um pormenor)!
Honra e glória a quem tem cumprido zelosamente o que parecia impossível: manter a nau a navegar e, mais do que isso, ter encontrado rumo! O Comunicado da Comissão Administrativa, a propósito de uma notícia falaciosa do jornal “A Bola”, sobre a assistência aos jogos, é um sinal de dignificação e de vontade de ganhar a todos: “O SC Beira-Mar é um clube ambicioso que reafirma o seu desejo de, passo-a-passo, contribuir para o desenvolvimento e valorização do espectáculo desportivo. Para tal, a nossa Instituição conta com o apoio de todos os seus associados e de todos os adeptos do futebol, pois sem a participação destes será impossível alcançar tal desiderato. (…) A Comissão Administrativa do Beira-Mar, numa fase fundamental da época, apela a todos os associados e simpatizantes que reforcem o seu apoio à equipa profissional de futebol, marcando presença nos jogos e contribuindo de forma decisiva para a valorização do espectáculo desportivo. “
Depois, a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro, pela voz do seu Presidente, que quer o Beira-Mar como pólo de desenvolvimento da região. Diz que falta ao nível do futebol um veículo de afirmação da região no país e na Europa. Ribau Esteves comentou a época desportiva na II Liga para dizer que espera ver o Beira-Mar garantir a subida - segundo notícia da Rádio Terra Nova:
“Nós precisamos de estar no mundo do futebol, precisamos de estar melhor servidos. E por isso temos um grande empenho em que o nosso Beira-Mar regresse à primeira divisão”, disse Ribau Esteves, ironizando com alguns dos adversários mais directos do Beira-Mar, como é o caso da Oliveirense. “Há aí uns rapazes muito interessados em fazer subir a Oliveirense, mas no futebol é assim, e como a bola é redonda, a Oliveirense passa de último a segundo num curto espaço de tempo. Mas temos outra concorrência, como é o caso do Portimonense, do Santa Clara e do Feirense. Mas nós entendemos importante que a Região possa dar a mão ao seu Beira-Mar e que o clube se assuma como um clube da região e não de bairro ou de município. Com isto poderemos jogar um jogo importante para o desenvolvimento económico da região, que é o jogo do futebol”.
Piscando aqui e picando acolá, vamos descobrindo novos encantos e fomentando lideranças!