Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

PL, in "Correio do Vouga" - 2010.02.03

Vamos limpar Portugal!


À primeira vista parece clara a intenção proposta. Associamo-nos ao movimento…

“Partindo do relato de um projecto desenvolvido na Estónia em 2008, um grupo de amigos decidiu colocar “Mãos à Obra” e propor “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”. Em poucos dias estava em marcha um movimento cívico que conta já com cerca de mais de 17000 voluntários registados.

Neste momento já muitas pessoas acreditam que é possível. O objectivo é juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos juntos possamos, no dia 20 de Março de 2010, fazer algo de essencial por nós, por Portugal, pelo planeta, e pelo futuro dos nossos filhos.

Muito ainda há a fazer, pelo que toda a ajuda é bem vinda!”

(retirado do sítio www.limparportugal.org)

Esta tem de ser a primeira acção; o primeiro contributo para melhorar o “ar” que respiramos, a vida neste cantinho da Europa.

Depois, passemos a outra limpeza.

Qualquer coisa… do género de… aí está: “mani pulite”.

O primeiro movimento de limpeza apresentado a abrir este apontamento teve início na Estónia, aproveitamos o “tour inspirativo” e passamos por Itália.

“A Operação Mãos Limpas ou Mani pulite foi uma investigação judicial de grande envergadura em Itália que visava esclarecer casos de corrupção durante a década de 1990, na sequência do escândalo do Banco Ambrosiano em 1982, que implicava a Mafia, o Banco do Vaticano e a loja maçónica P2.

A Operação Mãos Limpas levou ao fim da chamada Primeira República Italiana e ao desaparecimento de muitos partidos políticos. Alguns políticos e industriais cometeram suicídio quando os seus crimes foram descobertos.”

(extraído do sítio da wikipedia).

Envolvidos numa certa ambiência (é mais adequado que dizer “cultura”) de proximidade e boa vizinhança, mesclados por um altruísmo exacerbado, somos conduzidos ao arranjinho, ao embelezamento e contorno das coisas para que tudo fique sempre bem. Acontece, e agora está acontecer, à nossa volta não estamos sozinhos. Outros, com muito mais, estão a desmoronar-se e todos iremos atrás.

Primeiro nota deste compasso porque a Função Pública não tem aumentos.

Diga-se: quem vai ter aumentos (e quanto, pode ser percentualmente) este ano, na função pública e na privada, claro?!

Vamos limpar Portugal?

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PL, in "Correio do Vouga" - 2010.01.27

Hiper. Tudo é hiper!

Este prefixo, elemento de formação de palavras, tem expressão bem vincada no nosso tempo. É uma das principais características das realidades que construímos.

Será exagero? Bem, se o for, pelo menos já o é, “hiper”!

Estamos na fase da história das hiper-assimetrias. Estão consagradas as desigualdades entre o Norte e o Sul. E todas as questões sociais a ela “hiper-ligadas” são assumidas sem discussão.

Ultimamente surge com maior acuidade a problemática da natalidade e do envelhecimento.

Curiosamente, há uma hiper-demografia face aos recursos disponíveis e à administração que lhes damos!

Depois, por consequência, aumentam as disparidades. E um pouco por todo o lado - fisicamente representado ou à distância do “clique” digital - o mundo está sob tensão; em hipertensão!

Esta hipertensão, como se deduz, não é mais do que uma metáfora do que pulsa em cada um de nós, cidadãos do mundo! A pulsação de cada um, pelo consumo e relação, é tensa. Hiper-tensa.

Esta realidade que ultrapassa os limites do suportável está na “rua”! E logo agora, no tempo das redes sociais, da net: twiter, blog, facebook, hi5,… tudo a aproximar!

Acontece, porém, que isso são apenas meios, ferramentas! E confundimos os meios com os fins!

Não há autenticidade

A nossa vertigem por ir mais longe não está a aproximar quem está mais perto e pode fazer a diferença.

Fugindo do pretensiosismo da moralidade, duas notas ilustrativas: a gestão dos apoios ao Haiti e aprovação do Orçamento de Estado 2010!

O que é comum em ambos os casos?

A falta de autenticidade nas propostas!

Cada protagonista usa o diálogo como arma. O que vale é a demagogia para conseguir alterar ou adulterar os interesses. É à vontade de cada, uma espécie de marketing de hipermercado!

No final, tomando ainda como referência as ilustrações, quem sofre é quem mais precisa, as pessoas.

Lá como cá, a rua está mais apartada e apertada.