Em frente, vamos!.

EM FRENTE, VAMOS! Com presença, serenidade e persistência, há boas razões para esperar que isto é um bem...

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

PL, in "Correio do Vouga" - 2009.01.14

Outra vez!?


Para um país como o nosso, se bem que isto pouca influência tem do país e para o país, chegar novamente ao topo dos melhores do futebol mundial, neste caso através de Cristiano Ronaldo, é notícia!

A questão tem pertinência por isso mesmo, por novamente, depois de Luís Figo em 2001, vermos um português ser distinguido (também pela FIFA) como o melhor de 2008.

É mais um emigrante de sucesso, parabéns!

Já o referimos, a propósito do reconhecimento feito na altura pela France Football, mas voltamos ao assunto para ver isto pela perspectiva do triunfo do individualismo!

Destaca-se, nestas novas “estrelas”, no seu desempenho e até no processo de eleição, uma acentuada predominância do valor individual sobre o colectivo. O que, tratando-se de uma modalidade de equipa, merece alguma observação.

Há nestes prémios um frágil desequilíbrio (não é equívoco!) entre quem será melhor no seu desempenho. Será quem abre ou quem fecha, quem faz chegar a bola lá à frente ou quem evita que o adversário dê uma “abada”!? Imagine-se aquele futebolista que treina, carrega com o “piano”, ganha menos, faz brilhar os outros e ninguém olha para ele? São esses que fazem o passe, evitam que os outros sejam melhores. Depois, a máquina da propagando faz o resto.

Não se vislumbra um jogador de equipa, daqueles que guindam os colegas ao sucesso com o seu desempenho. Nem Ronaldo, nem Messi, nem Torres,… são jogadores que galvanizem os que com eles jogam! Têm uma arzinho de vedetas, de serem os maiores, muito brilho, brincos, creme, automóveis,… show!

E, com isto, são os melhores do mundo. Não o são como jogadores de futebol, mas como produto da indústria que é o futebol! Sempre que a marca CR7 (Cristiano Ronaldo, nº 7) jogar, aumentarão os espectadores, o cachet, os que querem ver ser ele é mesmo bom, os que querem confirmar que não é grande coisa e os que gostam de futebol!

E apesar de tudo, também na mesma linha individualista, porque é um português,… venho lá outro… outra vez!

domingo, 4 de janeiro de 2009

PL, in "Correio do Vouga" - 2009.01.07

… E 2009 de esperança!


É já uma constante, que cada ano seja um ano de esperança!

Mas este desejo, que é também sentimento, ganha uma actualidade única porque vem aí uma grande oportunidade, a oportunidade de demonstrar à saciedade que os portugueses são de dimensão superior quando as dificuldades são enormes. Para grandes tempestades, grandes marinheiros! Não é o que nos tornou famosos?!

Vamos lá então, vamos enfrentar a crise!

Em 2009 – já o sabemos – haverá muita coisa para dar a volta a nível económico-financeiro. Porém, deixemos isso, que não afecta quase ninguém, da maioria dos portugueses, para os ricos: eles que paguem a conta! Pobres e desenrascados não sentem grandes crises sazonais, elas são permanentes, não é?

Ora, segundo os dados do relatório da OCDE, divulgado recentemente, em Novembro, os números da desigualdade e crescimento económico dos seus vários países nos últimos 20 anos não são novidade. De acordo com os números apresentados, Portugal está entre os membros da OCDE onde a disparidade entre ricos e pobres é mais elevada. Segundo o estudo, os 10% mais pobres em Inglaterra ganham em média mais dinheiro do que o português médio! Grande coisa!?

Depois dos poucos muitíssimo ricos, há ainda uma “zona-média”, com uns remediados-bem-ricos, sobretudo à sombra de grandes reformas de serviços prestados ao Estado ou de instituições com capitais do Estado. E, por fim, o último nível, os milhões de pobres.

Portanto, depois dos três estados do reino, do clero, da nobreza e do povo, a República não tem conseguido, com a já aqui abordada teoria dos três poderes, nivelar, com resultados práticos, os princípios consagrados em todos os manuais e correntes teóricas. Assim, não há Estado social que nos valha. Se Obama valer a pena…

Arrumada esta ténue e desenganada expectativa… queremos o Mundial! Essa sim, a nossa maior esperança!

E, com ou sem mundial, se querem dar uma alegria a milhões de portugueses, reforçar-lhes a esperança,… deixem o Benfica ser campeão! Aquilo da Trofa não se faz!

Esperança, muita esperança, esperança com força e à força!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

PL, in "Correio do Vouga" - 2008.12.24

E se viesse (novamente) o Salvador?!

Finalmente é Natal mas ainda não o é na medida da necessidade!
Há muitos natais, mesmo havendo cada vez menos, e pouco Natal!
Isto porque são tantos os sintomas de vida sem salvação que até custa viver, mesmo com recurso à esperança, como convida D. António Francisco na mensagem de Natal à Diocese “façamos deste Natal um tempo habitado pela esperança. O cristianismo – citando J. Moltmann - só cumpre verdadeiramente a sua missão se contagiar de esperança a humanidade”!
Custa viver porque falharam as promessas, caíram as ilusões, extinguiram a fé querendo validar como “certeza” o que é falacioso, especulativo, débil,… desesperante!
Ora, como o Natal é tão pouco, olhando para o presépio, pode-se revisitar a experiência feita nos tempos da mais tenra idade quando, no presépio de família e quando não o era também no da igreja, as imagens pereciam às agruras do tempo e eram substituídas por outras que, nem sempre, correspondiam à estética do cenário. Daí, a representação central, a Sagrada Família, ser amiudamente acompanhada por burros, vacas, camelos (os dos Reis Magos) de dimensões ultra (por excesso ou por defeito)!
Ainda hoje se constata o mesmo em todos os cenários!?
Ou seja, o Menino está em má companhia!
E como sempre assim foi – e Deus continua a velar a humanidade – no tempo em que já se fala do fim desta civilização, é importantíssimo este Natal; um Natal de Deus na humanidade.
Voltando ao presépio, percebe-se melhor a ideia de ver o Salvador rodeado de burros enormes!?
É urgente salvação para este tempo! Por isso, dar ao Salvador uma dimensão que ultrapasse, em sabedoria e em Graça, todas as outras imagens (tentativas de salvação) que nos estão a tentar vender, oferecer, impor!
Feliz Natal!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

PL, in "Correio do Vouga" - 2008.12.09

PIGS fora de circulação!

Em Setembro de 2008, para definir o défice de Portugal, Itália, Grécia e Espanha o jornal 'Financial Times' (FT) retomou o acrónimo PIGS, ou porcos, em português -. Na altura o presidente da APECOM (Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas) disse que era motivo para um "incidente diplomático".

A imprensa portuguesa, nomeadamente o Diário de Notícias, deu destaque ao assunto que recordamos, intitulando o mau gosto do FT, expresso no artigo de opinião publicado no dia um, em que, para classificar os défices de Portugal, Itália, Grécia e Espanha - PIGS (o S é de Spain), volta-se à matéria que já o havia feito aquando da adesão de Portugal ao Euro.
Segundo o DN, o FT, em Setembro foi mais longe quando apelida estes países de "pigs in muck" - porcos na pocilga, na tradução literal. "Há oito anos, os porcos chegaram realmente a voar. As suas economias dispararam depois da adesão à Zona Euro (...), mas agora os porcos estão a cair novamente por terra".

O mau gosto foi pelo deficit mas poderia ser por outra coisa qualquer. O problema está em que o editor do FT deixou que se chamasse de porcos a estes países do Sul da Europa.

Naturalmente as autoridades da comunicação foram fazendo eco do desagrado porque os Governos de cada país não podem aceitar este tipo de situação, porque vai muito para além da liberdade de imprensa.

E vem à memória as caricaturas do Profeta Maomé, as de Jesus Cristo, as de João Paulo II, tantas e tantas expressões dos limites à liberdade de ser livre!

E, entretidos com toda esta polémica, ninguém deu conta que Portugal importou 30 toneladas de carne de porco irlandesa desde 30 de Setembro, como “estoirou” estes dias a notícia entre nós! Agora lá vão as autoridades ter de verificar a sua retirada de circulação!

E segundo os órgãos de comunicação social, os países da UE eventualmente afectados, e que por isso deverão também adoptar medidas, são a Alemanha, Bélgica, Chipre, Dinamarca, Estónia, França, Holanda, Itália, Polónia, Portugal, Reino Unido e Suécia.

PIGS outra vez!

Depois das autoridades cuidarem dos PIGS de um de Setembro, mais autoridades nos PIGS de 30 de Setembro! E sempre para retirar de circulação! Não há liberdade nesta União!?

É muito porco para uma época só!?